Os farmacêuticos defendem o desenvolvimento da farmácia ao serviço do paciente

O Conselho Geral de Colégios Oficiais de Farmacêuticos aposta no desenvolvimento das farmácias de serviços assistenciais eficientes para o paciente e o Sistema Nacional de Saúde (SNS)

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O Pleno do Conselho Geral, reunido ontem, revisou os avanços da profissão no âmbito do Plano de Futuro da Farmácia Comunitária, lançado no ano passado, informa em nota para este organismo.

Na referida reunião, foi revisto o estudo “Serviços Farmacêuticos: definição e remuneração”, elaborado pelo Conselho Geral, com a colaboração da Antares Consulting.

O mesmo se contempla uma proposta de 15 de serviços, classificados em essenciais ou básicos, complementares e colaborativas.

Os serviços essenciais ou básicos são os inerentes à condição de farmacêutico, e neles se incluem a aquisição e controle de medicamentos; a formulação magistral e os preparados medicinais; dispensação de medicamentos e produtos de saúde; indicações farmacêuticas; informação e verificação do cumprimento do tratamento; detecção e notificação de efeitos adversos; e educação na área da saúde pública.

Os serviços complementares são aqueles relacionados com programas de saúde pública, voluntários, e que exigem formação e acreditação prévia, e neles se incluem a identificação de fatores de risco cardiovascular; identificação precoce de patologias; programas de manutenção com metadona; e apoio e formação às escolas e entidades associativas.

Os serviços colaborativos podem desenvolver, em cooperação com outros profissionais de saúde e necessitam de um convênio ou credenciamento, como o sistema personalizado de dosagem; suporte no tratamento inicial; acompanhamento faramacoterapéutico e verificação de parâmetros biológicos.

Farmácias, vital para o Sistema Nacional de Saúde

Este relatório salienta que é fundamental e estratégico para a sustentabilidade do SNS envolver os farmacêuticos comunitários em programas de Saúde Pública, desenvolvendo serviços como a detecção precoce de doenças e a realização de programas de rastreio.

Por sua acessibilidade e disponibilidade, a farmácia é o estabelecimento de saúde mais próximo para os cidadãos, não só para dispensar à população a sua medicação, apontam os farmacêuticos.

Neste sentido, a farmácia e o farmacêutico evoluíram para passar a ser apenas distribuidores a ser fornecedores de serviços assistenciais, informação e cuidados de saúde, fazendo uma clara contribuição para a melhoria no acesso aos cuidados de saúde, a promoção da saúde e ao uso responsável dos medicamentos.

Por isso, no domínio do medicamento, e para melhorar os resultados na saúde da população, é importante estender os serviços assistenciais nas farmácias que já se vêm realizando em algumas comunidades, como são, entre outros: o acompanhamento dos tratamentos farmacológicos e clínicos do paciente, o rastreio de doenças, a detecção de problemas relacionados com os medicamentos, a adesão aos tratamentos e projectos de investigação orientados para atingir este fim.

Para a elaboração do estudo apresentado, foi feita uma análise completa de serviços que podem ser feitos em farmácias a partir das funções do farmacêutico com o actual quadro normativo.

Foram identificadas 63 serviços iniciais e após uma ponderação em base a um conjunto de critérios – experiências anteriores, a abordagem a problemas prevalentes, etc. – foram selecionados os 15 serviços.

Raio x do permanente trabalho de as Escolas Oficiais Farmacêuticos

Por outro lado, o Conselho Geral apresentou também um estudo realizado com a ajuda dos Colégios em que, pela primeira vez, foram recolhidos projetos de Escolas Oficiais Farmacêuticos relacionados com o Plano de Futuro, que permitiu registrar 848 projetos.

Esse relatório é um raio-x do permanente trabalho e de colaboração que desenvolvem os Colégios Oficiais Farmacêuticos com as administrações públicas, os pacientes, atuando como impulsionadores do desenvolvimento profissional e da colaboração multidisciplinar.

Estes projectos enquadram-se os 12 objetivos do Conselho Geral para 2013, que, com o slogan “Seu farmacêutico se compromete com você”, promovem a melhoria da saúde do paciente e contribuem para a eficiência do SNS.

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