Os especialistas pedem para não “demonizar” as carnes, mas sim limitar o seu consumo

Os especialistas consideram que não se deve “demonizar” o consumo de carnes vermelhas e processadas, mas se controlar e limitar o seu consumo, já que seu uso excessivo pode aumentar o risco de cancro colo-rectal, como tem alertado a Organização Mundial da Saúde

Artigos relacionados

Terça-feira 27.10.2015

Segunda-feira 26.10.2015

Terça-feira 03.02.2015

Quinta-feira 07.11.2013

Para o presidente da Sociedade Espanhola de Dietética e Ciências da Alimentação (SEDCA), Antonio Villarino, as carnes vermelhas e processadas devem limitar o seu consumo moderado, a duas ou três vezes por semana, mas acredita que o alerta da OMS não apresentar nenhuma novidade.

“Criar alarme social e dano para a indústria”, disse o especialista em relação ao estudo da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, conclui-se que cada porção de 50 gramas de carne processada diariamente aumenta o risco de câncer em 18%.

“São conclusões que já sabíamos: a carne vermelha, se abusamos, é um promotor de segundo nível do câncer, a médio e longo prazo. E a carne, que utiliza conservante, como os nitritos, é um promotor de primeiro nível, mas tudo depende das quantidades”, declarou.

Na opinião de Villarino, “em Portugal se abusa do t-bone, do cordeiro assado, carnes… mas também das salsichas, hambúrgueres…porque são baratas e fáceis de comer. O problema está nas crianças e mais aqueles que rejeitam o peixe”.

Para o nutricionista, uma exceção de carne processada, a cura, o presunto serrano “, que tem mais benefícios do que desvantagens”.

Recomenda uma dieta equilibrada e variada, já que se pode descontrolar-se tomada diariamente carnes vermelhas e carnes frias. “Tudo soma e não nos damos conta, há que limitar a ingestão.

Uma dieta rica em frutas e legumes

A chefe do Serviço de Endrocrinología da Fundação Jiménez Díaz, Clotilde Vázquez, coincide com o presidente SEDCA em que “se demonizamos a carne e os enchidos não vamos tomar ferro, ou vitamina B-12, ou vitamina D e podemos ter carências nutricionais”.

Para a doutora, o razoável é consumir carne vermelha duas ou três vezes por semana, mas sim junto a cinco porções diárias de frutas, legumes e produtos hortícolas, “uma dieta rica em fibras e antioxidantes, que é o que não protege contra o câncer”.

Os enchidos com menor frequência, especialmente se existe colesterol ou com excesso de peso.

Em sua opinião, a dieta dos espanhóis abusa de as carnes vermelhas e processadas. “Sobre todos aqueles que eliminam os hidratos de carbono (pão, massas, arroz, legumes, batata…) e faz o mal, porque leva mais proteínas de carne e de tudo o que toca”.

Clotilde Oliveira considera que o enunciado da OMS é “muito alarmante” e falta de informação positiva, como dizer que a dieta do mediterrâneo protege contra o câncer. “Que os nitritos, defumados ou o excesso de gorduras saturadas favorece o câncer de cólon é já conhecido”.

Não entre em pânico

O doutor Gonzalo Guerra Seta, especialista em aparelho digestivo e chefe da Unidade de Câncer de Cólon do Centro Médico Cirúrgico de Doenças Digestivas de Madrid, coincide com os outros especialistas em rebaixar o alarme social, criada pela OMS.

“Não entre em pânico” porque estas carnes são responsáveis pelo câncer de cólon. “Que é o que o produz, não sabemos”, mas solicitou às autoridades de saúde que promovam pesquisas para ver o efeito que os conservantes de carnes processadas podem ter no organismo humano.

Segundo o médico, “comer muito de qualquer coisa não é boa, por isso a nossa alimentação deve ser baseada na polivariedad as medidas adequadas: não tomar mais de 3 ou 4 vezes carne por semana, mas nem frios, nem peixe…”.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply