Os espanhóis vivem de 65,5 anos, com boa saúde, de acordo com o Eurostat

O escritório comunitário de estatística, Eurostat, divulgou hoje alguns dados que refletem que os espanhóis vivem uma média de 65,5 anos, em bom estado de saúde, o que corresponde a três anos e meio a mais do que o valor para o conjunto da União Europeia (UE)

Filipa Sánchez, uma velha de Toledo, quando comemorou seus cem aniversário no ano de 2009. EFE/Ismael Ferreiro

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Portugal ocupa, assim, o sexto lugar no ranking europeu, que tem em conta a esperança de vida e as condições de saúde da população, por trás da Suécia, onde a média de anos vividos em “bom estado” ascende a 70,6 anos, Malta (70,5), Grécia (66,6), Luxemburgo (66,4) e Irlanda (66,2).

Para a elaboração deste indicador, Eurostat baseia-se na média de anos vividos “sem problemas de saúde graves ou moderados”, ou seja, sem condições “que limitem as atividades normais, ou que provoquem deficiências maiores”, segundo explicou o censo comunitária, em um comunicado.

Os Estados-membros com menor esperança de vida, em bom estado de saúde, são Eslováquia (52,2), Eslovénia (53,9) e a Letónia (55,2), de acordo com os dados do Eurostat, extraídos de inquéritos à população em 2011.

Na maioria dos países registraram-se pequenas diferenças entre os dados para homens e para mulheres.

A média europeia de anos vividos com boa saúde é de 62,2 para as mulheres e de 61,8 para os homens, enquanto que no caso de Portugal ascende a e 65,8 65,3 anos, respectivamente.

Uma estatística publicada no “The Lancet”

A publicação médica britânica “The Lancet” divulgou hoje uma estatística que mostra que os espanhóis têm a esperança de vida mais alta da Europa e chegam à maturidade com mais saúde, já que têm menos doenças cardiovasculares e o número de cancros se mantém na média.

Neste estudo, analisa-se a evolução sanitária de 50 países desde 1990 a 2010, tendo em conta as mortes, lesões, fatores de risco e a deficiência associada à idade.

Espanha vence nas categorias de esperança de vida “com uma deficiência” (uma liderança que ostentava já em 1990) e na “esperança de vida saudável” -como é chamado o período anterior ao aparecimento de alguma doença ou deficiência.

Além disso, ficar entre os cinco primeiros em relação à taxa de mortalidade, anos de vida perdidos e a esperança de vida ao nascer, que se situa em 2010 entre 81,2 e 81,5 anos, segundo revela o estudo “The Lancet”.

As conclusões da revista médica se centram exclusivamente no impacto destas alterações no Reino Unido, mas alguns meios de comunicação, como o jornal “The Guardian”, incluem uma análise das razões do sucesso de seus vizinhos europeus.

“Não só a estrutura do sistema ou as habilidades dos médicos importados, mas também o estado de saúde das pessoas que chegam aos centros médicos”, continua o jornal, que destaca várias possibilidades que justificarían a resistência espanhola.

Entre eles figuram a dieta mediterrânea, “cheia de fruta, salada, peixe e óleo de oliva”, que a juízo do diário “é responsável pela diminuição de doenças cardiovasculares (Espanha tem o terceiro nível mais baixo de mortes por esta causa)”.

Também estão dentro da média e diminuir o número de cânceres de pâncreas, próstata, mama e esôfago, e o jornal aponta ainda o fato de que “ainda se cuide” dos familiares doentes sucesso refeição ao hospital, “algo que é considerado normal”.

Os dados de Portugal contrastam com os do Reino Unido, que ficou em décimo segundo e o aumento da sua esperança de vida 4,2 anos nas duas décadas que abrange o estudo, até situar-se em 68,6 anos em média.

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