Os espanhóis, são os europeu com maior longevidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou hoje que Portugal tem, com uma média de 82,2 anos, a maior expectativa de vida da Europa, se bem este estado pode alterar com base na forma como são geridos fatores de risco como o tabaco.

EFE/Miguel Riopa

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Em declarações à Efe, a doutora Claudia Stein, uma das autoras do Relatório sobre a Saúde na Europa 2012 da OMS apresentado hoje em Londres, explicou que os fatores que determinam a expectativa de vida “são variados e variáveis”, mas, no geral, é importante que tenha um baixo índice de mortalidade infantil e materna.

Portugal “tem sido durante anos uma curta mortalidade infantil e materna”, ao igual que outros países como a França ou a Itália, que ocupam o segundo e terceiro lugar na tabela de longevidade, elaborada com dados de 2010.

Segundo a OMS

Segundo as estatísticas da OMS, de 53 países analisados, o que tem uma expectativa de vida mais baixa é Som, com 68,7 anos -uma diferença de 13,5 anos em relação à Espanha-, enquanto que também se situam nessas cotas Turquia e Rússia.

O relatório indica as diferenças entre os homens, que vivem cerca de 72,5 anos em média, e as mulheres, que chegam a 80, o que se explica em parte por diferentes estilos de vida e de emprego.

Em 53 países analisados -cada Estado membro da OMS escolhe o continente que pode ser pedido-de, pelo menos, 6,5 % das mortes são devidas ao álcool, que, com o tabaco, continua a ser o principal fator de risco no continente.

“Na Europa se fuma e bebe mais do que em qualquer outro lugar do mundo”, disse Stein.

Na apresentação de seu relatório, o escritório europeu da OMS destacou-se também o envelhecimento da população do continente, em 15% do que tinha em 2010, mais de 65 anos de idade, proporção que chega a 25%, em 2050, a não ser que cheguem mais migrantes jovens.

Mas isso é um triunfo da medicina, por outro, aponta para uma estagnação da população, avaliada agora em 900 milhões de habitantes, devido “à queda do índice de fecundidade”.

A mortalidade na Europa caiu em geral nas últimas décadas, mas varia de leste, onde há mais mortes, a oeste, devendo-se cerca de 80% dos óbitos a doenças não infecciosas, como as do aparelho circulatório ou o cancro.

Embora tenham menos impacto do que em outras regiões do mundo, as doenças infecciosas, como a aids, a tuberculose ou outras de transmissão sexual, “são ainda motivo de preocupação”, o que, segundo a OMS, não se pode baixar a guarda.

A Europa tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa do mundo (7,9 por cada mil nascimentos de crianças vivas), graças a uma redução de 54 % entre 1990 e 2010, enquanto que a mortalidade materna diminuiu em 50% após o ano de 1990 até 13,3 mortes por cada 100.000 nascimentos de crianças vivas.

As mortes em acidentes de viação diminuíram em 50 % nesse período, graças à diminuição de acidentes por consumo de álcool.

Outro dado é que, enquanto os suicídios caíram muito na Europa, depois dos anos 90, entre 24% e 40%, o ritmo de queda diminuiu desde o estouro da crise financeira em 2008.

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