Os espanhóis, os que mais vivem da OCDE

Portugal, com 83 anos e apenas atrás do Japão (83,9), é o país da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) com a maior esperança de vida, embora a sua população de incumprimento de algumas das principais recomendações, como a prática de esporte em adultos.

EFE/Felipe Campos

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Esta é uma das ensinamentos do relatório bienal sobre a saúde e os sistemas de saúde da OCDE, publicado hoje, que explica que os adolescentes espanhóis de 15 anos, com 20 % , são os que mais atividade física diária realizadas (com grande diferença entre meninos e meninas), atrás apenas dos canadenses (22 %).

Quando se trata de adultos, apenas um 47,1 % (o percentual mais baixo dos 23 Estados para os quais há dados) estão em conformidade com o conselho da Organização Mundial da Saúde (OMS) de manter uma actividade física moderada, todas as semanas.

A liderança de Portugal tem que ver, sobretudo, com a esperança de vida das mulheres (85,8 anos), a segunda mais alta após o Japão (87,1), enquanto que a dos homens (80,1) situa-se na oitava posição, em igualdade com Israel, após a Islândia (81,2), Japão (80,8), Suíça (80,8), Noruega (80,5), Suécia (80,4), Austrália (80,4) e Itália (80,3).

Um dos elementos perturbadores sobre a evolução do estado de saúde do país, o aumento do excesso de peso -em especial entre as crianças e adolescentes, e dá sinais de abrandar.

O percentual de jovens de 15 anos com excesso de peso subiu apenas entre 2001-2002 e 2013-2014, ao ficar em 16,5 %, acima, em qualquer caso, de 15,6 % na OCDE e longe dos países mais virtuosos, que são a Dinamarca (9,5 %), Lituânia (10,5 %) e França (12 %).

Despesas de saúde, abaixo da média da OCDE

Portugal situa-se abaixo da média, em termos brutos, de gastos com saúde por habitante (3.248 dólares em frente a 4.003), com menos de uma terça parte do que se dedicam os americanos (9.892 dólares), cuja esperança de vida é de apenas 78,7 anos.

Não obstante, em termos relativos Portugal está mesmo à média da OCDE, com 9 % de seu Produto Interno Bruto (PIB), mais do que outros países do sul da Europa como Portugal (8,9 %) e a Itália (8,9 %), mas menos que o Reino Unido (9,7 %), França (11 %), Alemanha (11,3 %) e Estados Unidos (17,2 %).

A evolução dos gastos com saúde por habitante, a crise se deixou sentir com mais força em Portugal do que na maioria dos países membros da OCDE: seu ritmo de crescimento passou de 3,4 % ao ano entre 2003 a 2009, a 0,3%, entre 2009 e 2016, quando as médias foram, respectivamente, de 3,6 % e de 1,4 %.

Nesse último período de 2009 a 2016 chegaram a constatar cortes em três países: Itália (0,3 % anual), Portugal (1,3 %) e, em particular, Grécia (5 %).

Os médicos

A proporção de médicos por cada 1.000 habitantes aumentou em Portugal um pouco mais do que no conjunto da organização em 2000 e encontra-se em 3,9 contra uma média de 3,4 (de acordo com os dados de 2015, os últimos comparáveis).

Uma característica do corpo médico português é que sua remuneração, em termos relativos, encontra-se na forqueta baixa do espectro, especialmente os especialistas.

Em particular, os generalistas espanhóis ganham o equivalente a 2 vezes o salário médio do país e os especialistas 2,2 vezes.

São números superiores aos de alguns países como a Letónia (1 e 1,6 vezes o salário médio, respectivamente), Polónia (2,1 e 1,5) e a Hungria (1,9 e 2,2), mas nitidamente inferiores às do Reino Unido, a Holanda ou a Alemanha, onde os especialistas triplicam com tendência de aumento da remuneração média.

2,8% dos espanhóis afirma ter desistido de ir ao médico por razões financeiras, o segundo percentual mais baixo, atrás apenas da Alemanha (2,6 %) e nitidamente abaixo de 10,5 % de média dos 17 países para os quais existe esta estatística.

No outro extremo, 22,3 % dos norte-americanos e um 33 % dos poloneses deixaram de ir ao médico por falta de dinheiro.

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