Os espanhóis dão um 6,6 à saúde pública

Os espanhóis pontuam com um 6,68 à saúde pública espanhola, a nota mais alta dos últimos 10 anos, destacando-se especialmente o tratamento dos profissionais de saúde, se bem que apontam vários pontos de melhoria, especialmente dos tempos de espera para obter consulta com o especialista. Resultados do Barómetro de Saúde 2017.

EFE/Maria A. Montesinos

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Isso decorre dos resultados do Barómetro de Saúde 2017 divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, que põem de manifesto que o pessoal de saúde é o melhor avaliado pelos usuários da saúde pública, com uma pontuação de oito de dez.

Apesar das deficiências detectadas, o 87,4 % das pessoas que precisaram de atendimento dos centros de Atenção Primária do Sistema Nacional de Saúde marcaram a atenção recebida de “muito positiva”.

Também vai bem parada a atenção recebida por parte dos especialistas, que o 83,5 % dos pacientes classifica como “boa” ou “muito boa”. Para um 24,7 % nesta superou as expectativas anteriores e apenas 10 % foi pior do que o esperado.

Boa observação recebem também as receitas dos hospitais públicos -já que para o 86,6 % dos doentes a atenção recebida foi boa ou muito boa – como os serviços de urgência, qualificados pela 78,1 % dos pacientes de bons ou muito bons, contra 7,4 % que declara ter sido “mal ou muito mal atendido.

O que melhorar de acordo com o barómetro da saúde

E entre os aspectos passíveis de melhoria nos diferentes serviços assistenciais, os cidadãos, destacam-se os relacionados com os tempos de acesso aos serviços, como a obtenção de nomeação no mesmo dia em Atenção Primária, que apenas conseguiu um 34,3 %, e os tempos de espera até ser visto por um especialista, que em 75 % dos casos, demora mais de um mês.

Também no campo da coordenação assistencial há espaço para a melhoria e um 39,2 % dos entrevistados acha que a coordenação e comunicação entre os diferentes níveis assistenciais é regular, ruim ou muito ruim.

Em relação às consultas de médicos especialistas, são especialmente valorizados o atendimento do pessoal de saúde (7,37), confiança e segurança que transmite o pessoal médico (7,25) e a informação recebida (7,19).

A opinião que mostra o Barómetro de saúde 2017 sobre o funcionamento dos hospitais merece globalmente 6,85 pontos e destacam-se o equipamento e os meios tecnológicos que oferecem os hospitais (7,67), os cuidados e atenção do pessoal de enfermagem (7,61), a atenção do pessoal médico (7,53) ou a informação que recebem os pacientes sobre a evolução de seu problema de saúde (7,34).

Enquanto isso, o fato de ter que compartilhar o quarto com outros pacientes foi avaliado com 5,99 pontos.

Respeito a opinião geral da população, o 67,6 % dos espanhóis se que o sistema de saúde funciona bem ou muito bem, apesar de precisar de algumas mudanças, enquanto que o 26,2% pensa que necessita de mudanças fundamentais e 5,4 % que há que rehacerlo completamente.

Um 57,2 % dos entrevistados tem utilizado nos últimos 12 meses, o sistema de prescrição eletrônica e, deles, 12,1 % teve algum problema, de acordo com o Barómetro de saúde 2017.

Em 37,9 % dos casos não foram capazes de retirar os medicamentos por tentar fazê-lo fora dos prazos permitidos, mas também são frequentes casos como o farmacêutico disse que os medicamentos de prescrição não apareciam na aplicação (31 %), ou que o cartão não funcionava (17,3 %).

A satisfação média com o sistema de prescrição eletrônica é de 8,4 dos 10.

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