Os espanhóis consomem mais proteínas do que as recomendadas

Fonte: Estudo Anibes

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Este é um dos resultados do trabalho “Distribuição de macronutrientes e fontes alimentares da população portuguesa”, que foi publicado na revista científica “Nutrients” cujo objectivo foi conhecer a distribuição de macronutrientes (hidratos de carbono, proteínas e lípidos) e suas principais fontes de alimento em uma amostra de 2009 espanhóis entre os 9 e os 75 anos.

Este trabalho é um passo a mais para a pesquisa do estudo científico ANIBES, um questionário sobre dados antropométricos, a ingestão de macronutrientes e micronutrientes e suas fontes, bem como o nível de atividade física e dados socioeconômicos da população, coordenada pela Fundação Espanhola de Nutrição (FEN).

Proteínas

A ingestão diária de proteínas, acima das recomendações, sem distinção de sexo e idade, é mais alta em homens do que em mulheres e, por grupos de idade, os idosos (65-75 anos) são os que mostraram a ingestão mais baixa.

Do total de proteínas, a maior fonte é o grupo de carnes, frios e derivados (33,14%); seguido cereais e derivados (17,38%) e leite e produtos lácteos (17,17%). Entre os três contribuem para 75% a ingestão de proteínas.

Outros alimentos ricos em proteínas são os pertencentes ao grupo dos peixes e frutos do mar (10,63%), dos que se pôde ver uma ingestão maior em idosos. As verduras, legumes e cereais representam apenas 7% do total da ingestão diária de proteínas, um valor que é especialmente baixa nos grupos de menor idade, segundo o estudo.

Hidratos de carbono

A OMS recomenda a ingestão de um mínimo de 50% de hidratos de carbono na dieta total diária. No estudo ANIBES a ingestão diária média dos espanhóis de carboidratos é de 185,4 gramas por dia, o que corresponde a um 41,1%, com um consumo inferior ao recomendado.

O maior consumo total de hidratos de carbono, foi possível ver nos grupos de idade mais jovens, em comparação com os mais velhos e mais em homens do que em mulheres.

A principal fonte de hidratos de carbono é, em um 48,97%, o grupo de cereais e derivados (23,37% de pão; 8,75% de grãos e farinhas; 8,58% de pastelaria; 6,43% de polpa e 1,83% cereais de pequeno-almoço e barras); seguido por leite e produtos lácteos 9,90% (5% de leite, 3,09 de iogurte, 0,21 queijos e 1,58% de outros) e bebidas sem álcool 8,36% (4,62% refrigerantes com açúcar, 2,91% sumos e néctares, 0,35 café e chás de ervas e 0,84 outras).

Quanto à ingestão de açúcares (76,3 gramas por dia, em média) esta foi maior em crianças e adolescentes e significativamente inferior em adultos e idosos.

O estudo ANIBES indica que os açúcares livres respondem por 17% da ingestão total de energia, uma figura que é significativamente maior em mulheres que em homens. Um percentual que está acima da última recomendação da OMS, que aconselha reduzir essa ingestão a menos de 10% da energia total.

A ingestão média diária de fibra foi de 12,7 gramas/dia, com diferenças entre homens e mulheres. Além disso, os valores foram mais elevados em adultos de maior idade que em populações mais jovens. Em qualquer caso, não se atingem as recomendações e objectivos nutricionais estabelecidos para a população portuguesa.

Lipídios

A ingestão média de lipídios no estudo científico ANIBES foi de 78,1 gramas por dia, um 38,5% da ingestão de energia total. Uma percentagem superior às recomendações da OMS, que propõe um garfo entre 20 e 35%.

Os valores maiores foram observados nos grupos de idade mais jovens em relação aos adultos mais velhos e, em todos os grupos de idade, prevalece o homem sobre a mulher.

O grupo dos óleos e as gorduras são as principais fontes de lipídios (32,19 %), o subgrupo do óleo de oliva engloba o 24,41 %, assim como o grupo de carnes e derivados (22,52%), seguidos do grupo do leite e produtos lácteos (13,48%), onde os queijos são o subgrupo que mais contribui. O grupo de cereais e derivados (10,35%), especialmente o subgrupo de produtos de pastelaria e confeitaria, são a quarta fonte de ingestão de lipídios.

Em função do tipo de gordura, a população portuguesa consome:

  • Ácidos gordos saturados: fornecidos em 15% por óleo de oliva, um 14,60% por carnes e um 10,99 por enchidos e produtos à base de carne.
  • Ácidos graxos monoinsaturados: proporcionados pela 36,96% de óleo de oliva, seguido de carnes (12,79%) e enchidos e produtos à base de carne (9,63%).
  • Ácidos graxos poliinsaturados: representam 6,6% da ingestão total de energia e fornece um 18,46% por óleo de oliva, em um 11,49% por outros óleos e 11,29 por carnes.

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