os espanhóis cada vez mais tocados

A procura de tratamentos de acupuntura tem crescido em Portugal entre 30% e 40% este ano em relação a 2012, o que constata o crescimento desta terapia originária da medicina tradicional chinesa, perante a qual parece se render a ciência e também aqueles que dizem que apenas “cura” por seu efeito placebo

EFE/EPA/MARK

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Novas evidências científicas sobre a eficácia da acupuntura, juntamente com a tendência de reduzir o consumo de analgésicos e anti-inflamatórios, devido à sua cada vez mais conhecidos efeitos colaterais e alguns deixaram de ser financiados, estão atirando em Portugal o uso desta medicina alternativa.

“A aceitação da acupuntura foi baleado e não só aumenta o número de pessoas que queiram se formar como médicos acupunturistas mas o de especialistas que nos remetem doentes”, sublinha, em declarações à Efe o doutor Leão Siboni, presidente da Associação Colegiado de Médicos Acupunturistas.

Trata-Se de uma das terapias complementares mais utilizados em Portugal: um em cada quatro espanhóis tem recorrido a ela alguma vez, sendo a acupuntura é a segunda mais frequente, depois do yoga, de acordo com o último relatório do Observatório de Terapias Naturais.

“Há uma tendência a reduzir analgésicos e anti-inflamatórios, devido aos seus efeitos colaterais, o que também pode influenciar o que deixaram de financiar, por isso que muitos pacientes se aproximam da acupuntura como uma via para combater a dor de forma natural e eficaz”, garante o especialista.

O renascer da acupuntura também se deve a sua fama como terapia contra a depressão e a ansiedade, distúrbios ambos, que aumentaram durante a crise, e seus benefícios são conhecidos além disso, como em dores de cabeça e ósseos, assim como contra as alergias.

Contra a dor crônica

De acordo com a Sociedade Espanhola da Dor, seis milhões de espanhóis sofrem de dor crônica devido a diferentes patologias. A eficácia da acupuntura para aliviá-lo tem sido demonstrada em diversos estudos, onde foi possível verificar a sua utilidade médica dentro de uma medicina global e integrada, a que se somam outros recentes.

Siboni foi relatado que o tratamento acupuntural “alivia a dor musculoesquelético e articular e, juntamente com o tratamento fisioterápico, consegue melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, assim como acelerar a recuperação após algumas lesões”.

Uma revisão de estudos realizada no Reino Unido, publicada no número de setembro da revista Osteoarthritis and Cartilage,a reconhece como “um dos tratamentos físicos mais eficazes para aliviar a dor da osteoartrite de joelho a curto prazo”.

Também demonstrou, em sua variedade de aplicar uma corrente elétrica para as agulhas, a auriculopuntura, a sua utilidade no tratamento da dor miofascial, em um trabalho publicado em agosto na revista Acupuncture in Medicine.

Nele se conclui que pode ser “segura, aceitável e viável em pacientes com dor pós-operatória persistente de origem miofascial”, após analisar uma mulher de 30 anos que se submeteu a uma intervenção para a correção de uma disfunção da articulação temporomandibular.

“Para obter essas respostas é necessário que a terapia seja aplicada por um profissional qualificado com conhecimentos de saúde em acupuntura e todo prévio ao diagnóstico médico”, adverte Siboni.

Em Portugal a titulação pode ser obtido através do programa de formação continuada nas escolas de médicos ou usando o próprio título universitário. A Associação Colegiado de Médicos Acupunturistas do Colégio de Médicos de Madrid registada em Portugal 1.200 médicos com título oficial de acupunturista e outros 1.500 com título de Universidade chinesa.

A FDA (Food and Drug Administration) autoriza o seu uso a profissionais com licença, desde 1996, e exige que as agulhas sejam estéreis, não tóxicas e rotuladas para um único uso.”

Em sua última atualização foi recomendado 43 indicações médicas, entre as quais se incluem as doenças respiratórias, como a asma, distúrbios gastrointestinais como constipação, dores de cabeça, conjuntivite aguda, insônia, artrite reumatóide, estresse ou psoríase. Além disso, a Unesco decidiu, em 2010, patrimônio cultural imaterial.

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