Os enfermeiros vão ao Ministério público para agir contra o

O Conselho Geral de Enfermagem dará conhecimento à Procuradoria-Geral do Estado a informação de que dispõe sobre as denominadas “o” para que atue de ofício contra essas “conselheiras” de grávidas, que chegam a promover o “canibalismo” (placentofagia) com a “anuência” das autoridades

O presidente do Conselho Geral de Enfermagem, Máximo González Júri. EFE/Juan M. Espinosa

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

O presidente do Conselho, no Máximo González Júri, foi apresentado o “Relatório Duolas”, uma investigação de quase três anos realizada por enfermeiros -tanto generalistas como parteiras – e juristas especializados em Direito Sanitário e Penal.

O relatório, que já foi encaminhado ao Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, detectou inúmeras apresentações que estão realizando as o e que são da competência das enfermeiras, uma invasão que poderia ser qualificado como “crime de intrusão”.

Assim, identificou situações em que a atuação da doula põe em risco a saúde da mãe e de seu bebê, que podem chegar até mesmo a provocar a morte, avisou Glória Boal, membro da Comissão Nacional de Parteiras.

González Júri lamentou a “nula sensibilidade” do Ministério e foi informado de que, se não age terá que denunciá-lo perante os tribunais. “E eles sabem que nós não treme o pulso”, sublinhou.

Saúde nem sequer foi retirada a menção que se faz a duolas na Estratégia de apoio ao parto natural, o que tomarão em consideração quando se coloque a revisão desse plano, “dentro de dez ou quinze anos”, foi ironizado.

A investigação do Conselho iniciou-se a raiz de uma mulher que havia contratado os serviços de uma doula pedisse ajuda a Emilia Redondo, uma parteira de atenção primária de Múrcia.

“Estava muito mal, tinha uma depressão postaparto impressionante, estava com mastite e com rasgos de clitóris”, foi narrado Redondo, que explicou que, apesar disso, a mulher se recusa a denunciar”, porque ainda tem medo”.

O relatório identificou 547 o (dos quais 4 são enfermeiras e uma parteira), que se anunciam através de sites e redes sociais, as “pessoas más” que podem estar em violação “dia a dia” competências profissionais.

Professoras de dança, dançarinos, instrutores de esqui, jornalistas, publicitas ou especialistas em literatura e antropologia social são algumas das profissões dessas pessoas que se atribuem um caráter de profissão de saúde que não possuem legalmente: “A legislação em vigor, nem os reconhece nem as ampara”.

Comer a placenta ou encapsularla para poder consumi-la até a menopausa, não cortar o cordão umbilical e obrigar o bebê a conviver com a placenta até que ele seque, o que é conhecido como “o nascimento lotus”, ou para dar à luz, cantando algumas das melhores práticas recomendadas as duolas.

González Júri garantiu que na internet”, abundam as receitas, tais como a placenta picante ao estilo australiano e da placenta com brócolos, embora o que mais se cozinha é o shake de placenta”.

Embora nem todo o realizam estas práticas, sim todas as que as fazem são o, disse Rosa Isabel Molina, parteira em situação de desemprego que investigou as redes sociais e sobre esta figura.

Os cursos de “doula”, sem qualquer validade legal ou acadêmica, têm um preço em torno dos 2.000 euros e entre os “gurus” que os ministradas abundam os que se anunciam como “sacerdotisas da rosa branca, renacedores certificados ou especialistas em yoga da voz”.

Os serviços oferecidos chegam até os 1.200 euros e incluem a atenção na gravidez, o parto e o pós-parto, um “negócio lucrativo”, que será cobrada “no black”. “Também o senhor Montoro vai ter que dizer alguma coisa”, disse González Júri.

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