Os doentes crônicos aprovam, com 5,2 a qualidade da saúde

Os doentes crônicos, que dão um aprovado “raspagem” (5,2 sobre 10) para a qualidade dos cuidados de saúde e quase nove de cada dez acreditam que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) precisa de mudanças, entre eles, a eliminação das desigualdades na assistência aos doentes entre comunidades autónomas

EFE/Ana María Pérez

Artigos relacionados

Quinta-feira 02.10.2014

Quarta-feira 24.09.2014

Quinta-feira 27.03.2014

Isso decorre do II Barómetro EsCrónicos, uma pesquisa que avalia a cuidados de saúde ao doente crónico , durante os últimos doze meses, elaborado pela Universidade Complutense de Madri e em que participaram 19 associações de pacientes crônicos de toda a Espanha.

Não obstante, a observação deste ano melhora em três décimos de segundo na de 2014 (4,9), o que, segundo apontaram as associações de doentes, pode fazer com que, finalmente, as comunidades autónomas não implantaram o co-pagamento hospitalar estabelecido pelo Governo central.

“A vida é uma doença crônica e degenerativa e com o tempo todos nós vamos ser crônicos”, assegurou o vice-presidente da Federação Espanhola de Diabetes, Juan Antonio Illescas.

A pesquisa, realizada a 2.083 pacientes, dos quais 61 % eram mulheres e 39 % homens (uma representação semelhante a dos crônicos), revela que continua a diminuir o nível de satisfação com o SNS.

Assim, frente à metade dos inquiridos que considera que está tão satisfeito que há um ano, três de cada dez pacientes crônicos estão menos satisfeitos e um em cada dez mais satisfeito, explicou o professor Millán Ribeiro, um dos autores do estudo.

Mudança necessária

Para manter e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, os pacientes consideram que o SNS precisa de mudanças: assim, acredita-86 %; deles, quatro de cada dez acham que essas alterações devem ser “importantes”.

A principal demanda de mudança dos pacientes é diminuir a desigualdade de assistência entre as comunidades autónomas, um assunto que acreditam que devem considerar os governos autônomos que surjam na sequência das eleições do dia 24 de maio, e também o Ministério da Saúde.

“Declaramos para os novos governos autonómicos e o central que se ponham de acordo e levam-se a cabo estas alterações, que são indispensáveis e que se fizerem em colaboração com os pacientes”, sublinhou Toñi Gimón, presidente da Federação Espanhola de Câncer de Mama (Fecma).

O professor Ribeiro destacou que, embora a avaliação que fazem os pacientes do sistema de saúde é “medíocre”, não acontece assim, quando se lhes pergunta sobre os profissionais de saúde.

Um 80 % consideram que a atenção à saúde recebida pelo médico de atenção primária é boa e 79 % valoriza da mesma forma, a assistência do médico especialista.

Aproveitando a comemoração, hoje, do Dia Internacional da Enfermagem, Ribeirão salientou a “grande” trabalho das enfermeiras em relação aos doentes crônicos, especialmente dando-lhes informação e, especialmente, aqueles com nível cultural mais baixo.

Melhorar a coordenação entre os diferentes especialistas envolvidos no tratamento, reformar e melhorar o atendimento nos serviços de urgência e eliminar as barreiras que dificultam o acesso aos tratamentos são outras das recomendações dos pacientes, observou Illescas.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply