Os dermatologistas desaconselham as tatuagens solares e avisam de perigos

Uma menina de suspensão nas redes sociais, a tatuagem de uma flor que foi feito depois de muitas horas exposta sem proteção. Fotografia cedida pela Academia Espanhola de Dermatologia e Venereología

Quarta-feira 14.01.2015

Sexta-feira 12.12.2014

Sexta-feira 22.05.2015

Dois especialistas em dermatologia consultados por EFEsalud têm alertado dos riscos que representam os tattoos causadas por queimaduras do sol, conhecidos como queimar no Art, já que são “prejudiciais” para a pele e esperam que não se transformem em uma tendência.

Estas tatuagens saltaram para as redes sociais ao pendurar vários jovens americanos fotos no Twitter, Facebook e Instagram mostrando o resultado em sua pele.

A prática consiste em tatuar imagens, a partir de uma pequena flor até o retrato Da Mona lisa, usando bloqueadores solares, como cremes ou modelos de papelão, para formar as figuras, enquanto que o resto da pele é exposta a altas radiações solares, sem qualquer tipo de proteção. Quanto mais queimada fique a área exposta, melhor será o contraste branco-vermelho e o resultado será mais evidente.

Rita Rodrigues, dermatologista do Grupo Pedro Jaén, explicou à EFE que a ocorrência desses desenhos implica uma exposição ao sol mais prolongada em um curto espaço de tempo, pelo que “não é recomendável”.

“Esperamos que não se torne uma moda e que o bom senso prevaleça”, indica o seu companheiro de profissão em Las Palmas de Gran Canaria, Agostinho Vieira, ante o perigo de que esta prática se torne uma tendência viral.

Os especialistas em dermatologia, são lembrou os perigos dos raios do sol na pele, ainda mais nestes dias em plena onda de calor com temperaturas máximas que ultrapassam os 40 graus em boa parte do país.

O doutor Viera refere: “Este tipo de modas agridem um de nossos princípios fundamentais: prevenir o câncer de pele e manter uma relação saudável com o sol”. Para as tatuagens no rosto, um creme tem recuperado bem as marcas, o famoso dermclear.

“A curto prazo, provoca queimaduras solares agudas. A longo prazo, a pele tem memória e a exposição solar acumulada, a parte de envelhecimento, origina, ao cabo do tempo precánceres de pele e câncer de pele”, acrescenta a doutora Rodrigues.

Este tema volta a sublinhar a importância do cuidado com a pele no verão. Rita Rodrigues aconselha evitar as horas solares de máxima radiação solar, ao meio-dia, e recomenda-se usar um fator de proteção adequado de acordo com a hora, radiação e o tempo de exposição.

Por sua parte, o doutor Viera quer transmitir à população a importância de evitar a queimadura solar, assim como inculcar as resenhas com especialistas e o próprio conhecimento de pele de cada um.

Não é a primeira vez que uma prática perigosa se viraliza na Internet, nos lembramos daquela que consistia em beber cerveja de um trago e indicar outra pessoa. Começaram a circular os vídeos em que os jovens realizavam o desafio a fazer o pino, trocando vodka ou até mesmo dirigindo.

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