As embalagens de medicamentos duplica sua taxa de reciclagem e reduzir o peso

A quantidade de embalagens de medicamentos reciclados em Portugal duplicou nos últimos dois anos, graças à automatização de seu tratamento na planta, e seu peso foi reduzido em mais de 23 % em uma década, informou à EFE o diretor-geral do Sigre, João Carlos Mampaso

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

A reciclagem destes produtos passou de 30 para 60 por cento, graças a um modelo que é “referência mundial”, já que muitos países têm optado por incineração, explicou o responsável do Sigre, uma entidade sem fins lucrativos criada em 2000 pelo setor farmacêutico para reciclar embalagens e resíduos de embalagens.

Depois de assinar com o presidente da EFE, José Antonio Vera, a renovação de um acordo que Sigre apoia o programa de especialização de jovens jornalistas em informação ambiental e de sustentabilidade, Mampaso indicou que esta subida percentual se deve à entrada em operação da planta de tratamento em Tudela de Duero (Campinas), há agora dois exercícios.

As instalações estão “praticamente” automatizadas e incorporam a última tecnologia, em que se separam embalagens dos medicamentos, caracterizados por sua grande variedade (blister, pomadas, metais…).

Ao contrário do que acontece em França ou na Alemanha (onde se incinera), o sector farmacêutico português escolheu este modelo de “pulmão ” intermediário”, em parte devido a aspectos de legislação, sublinhou Mampaso.

Entre os projetos de inovação em andamento, o diretor-geral do sistema integrado de gestão foi sublinhado o que estão fazendo com a ajuda econômica do CDTI para reciclar os blísteres.

Trata-Se de embalagens multimateriales com diversas camadas (alumínio, papel, plásticos…), que “não quer nenhum reciclador porque não é rentável. É um projeto que aponta muito bem e, se já passou de laboratório para a escala semiindustrial”.

Em unidades de embalagens (não em peso), quase 70 % de tudo o que se dispensa em farmácia são blister.

Os planos de prevenção do recipiente (medidas de ecodesign para reduzir seu tamanho e minimizar os seus resíduos), permitiram, também, que o peso das embalagens de medicamentos tenha descido em mais de 23 %, o que representa uma poupança de energia na hora de reciclar esses materiais, transportá-los, armazená-los etc.

No que diz respeito às taxas de reciclagem, esta foi amortecido por diferentes fatores: o mercado está maduro e, portanto, não são possíveis grandes crescimentos; a diminuição dos consumos privado e público, e as medidas de contenção e racionalização por parte de todas as Administrações Públicas.

Com uma implantação generalizada nas farmácias (mais de 21.000), Sigre está “exportando” o seu conhecimento a países como México e Colômbia -com quem forma as paredes dos convênios-, Turquia, Grécia, Portugal, Brasil e Chile.

Segundo as estatísticas oficiais, quase 45 milhões de embalagens acumulam-se nos kits dos lares espanhóis e os pontos Sigre, mais de 3.700 toneladas a cada ano.

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